Não tenho tempo para sofrer.

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Em uma viagem que nunca termina; o itinerário é recomposto em cada estação, e o destino final é sempre desconhecido”. Bauman (2004) 

As pessoas tem medo de sofrer e pensam que não mantendo uma relação estável, irão deixar de sofrer. Com isso trocam seus parceiros, amigos, namorados, noivos, amantes, etc. O sofrimento e a solidão é o principal problema para as pessoas. Cada vez mais os seres humanos estão sendo ensinados a não se apegarem a nada, para não se sentirem sozinhos. A sociedade moderna não pensa mais em qualidade e sim em quantidade, pois quanto mais relacionamentos as pessoas tiverem, melhor, quanto mais dinheiro tiver, melhor.

Hoje existem aplicativos que ajudam na busca de um companheiro, mas, a pergunta é: Você sabe usar esse mecanismo?

Sabemos que muitas pessoas preferem manter relações pela internet que pessoalmente muitas delas impulsionadas pela ansiedade, insegurança. Mantendo assim relações que muitas vezes se tornam prejudiciais por exemplo; quando quiserem podem apagar o que haviam escrito ou simplesmente “deletar” um contato e dizer “adeus”.

Para as pessoas sentirem- se seguras precisam ter sempre uma mão amiga onde possam ter o socorro na aflição, o consolo na derrota e aplauso na vitória. Isso não necessariamente ocorreria se click here caso tivessem as mesmas pessoas ao seu lado. No momento em que o outro não lhe dá a segurança de que tanto precisa logo o mesmo é esquecido e substituído.

É percebido que cada dia que passa mais pessoas com medo de ter a sensação de que se pode ser abandonado, substituído a qualquer momento, impede a entrega total, fazendo com que o amante passe a viver com a constante sensação de que está vivendo um equívoco, ou que está esquecendo algo, deixando de experimentar alguma coisa.

Por essa razão, a “sociedade líquida” prefere os relacionamentos diluídos, para que possam ser aproveitados. Os compromissos intensos e de longo prazo são uma armadilha a ser evitada. O compromisso fecha a porta para novas possibilidades.

De acordo com Bauman (2004) vivemos em um mundo líquido, que detesta tudo o que é sólido e durável, tudo que não se ajusta ao mundo instantâneo nem permite que se ponha fim ao esforço.

O amor, nesse mundo líquido, é, portanto o amor líquido. Vivemos na era do consumismo, onde a característica é não acumular bens, mas usá-los e descartá-los em seguida, a fim de abrir espaços para outros bens e usos. A experiência sexual e relacional segue o mesmo padrão e raciocínio.

( Parte do artigo publicado pela Psicóloga Samira Falcão e Juliana Feres- Amor e as relações liquidas)