Psicóloga responde- Depressão.

(Por Psicóloga Especialista Samira Falcão)

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  • A depressão é considerada uma doença?

Segundo o DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, sim. Os sintomas da depressão interferem drasticamente com a qualidade de vida, gerando problema socais de alto custo como, perda de dias no trabalho, atendimento médico, medicamentos e suicídio. A maior prevalência são de 20 a 40 anos de idade.

  • A depressão tem uma predisposição genética? Se alguém da família sofre ou sofreu da doença outros membros devem procurar um tratamento preventivo? Existe a possibilidade de prevenir antes de ter a doença?

A depressão é uma doença que não existe exame no laboratório especifico, o diagnóstico é feito por uma avaliação de psiquiatra e psicólogo. Existe fatores de risco como predisposição biológica, se alguém na família já sofreu de depressão, transtorno do humor ou suicídio. Estressores psicológico, sociais, abusos e negligencias são causas e fatores de riscos que podem também levar a uma possível depressão ou quadro depressivo. Muitos casos podem estar ligados a condições médicas como câncer, dores crônicas, doença coronariana, diabetes, epilepsia, infecção pelo HIV, doença de Parkinson, derrame cerebral, doenças da tireoide e outras.

  • Você tem dados sobre o panorama no brasil e no mundo da doença?

Existe alguns estudos que mostram que 10% a 25% das pessoas que procuram os clínicos gerais apresentam sintomas que são característicos da depressão. Essas porcentagens são semelhantes ao número de casos de hipertensão e infecções respiratórias que os clínicos atendem em seus serviços. No Brasil 33% da população (ECA) sofrem de depressão, que resultaram baixa produtividade, acidente de trabalho e outras doenças que geral aposentadoria precoce.

  • Quais os sintomas mais comuns? Eles podem ser diferentes em homens e mulheres, crianças ou idosos?

Os sintomas variam, mas uma pessoa depressiva apresenta humor irritável, oscila de um dia click here para o outro, perde interesse nas coisas que antes eram reforçadoras (que gostava de fazer), cansaço, desanimo, sentimento de angustia, insegurança, auto estima baixa, baixa autoconfiança. Também sintomas físicos como insônia – hiperosmia, aumento ou diminuição do apetite e diminuição da vontade de fazer sexo (libido), entre outros sintomas que são avaliados por psiquiatra e psicólogos.

Casos entre mulheres é o dobro dos homens. Não se sabe se a diferença é devida a pressões sociais, diferenças psicológicas ou ambas. A vulnerabilidade feminina é maior no período pós-parto: cerca de 15% das mulheres relatam sintomas de depressão nos seis meses que se seguem ao nascimento de um filho.

  • A depressão pode gerar outros problemas de saúde?

Pode sim, como dor nas costas, coluna, no estômago, cefaleia, dor no peito e nos membros, falta de memória. Muitas vezes buscamos causas físicas para justificar uma dor, mas ela pode ser um sinal que os aspectos psíquicos precisam de atenção e cuidado.

  • Quais os melhores tratamentos para depressão: alopáticos, homeopáticos, terapias, exercícios físicos?

A terapia mais indicada é a comportamental ou a cognitiva comportamental, pois elas vão tratar diretamente os comportamentos e os pensamentos disfuncionais.

  • Existe cura ou um paciente que teve depressão terá que se tratar (fazer acompanhamento terapêutico ou tomar remédios) a vida toda?

Cada caso é um caso, mas o paciente vai precisar fazer acompanhamento psicológico e psiquiátrico para aprender a ter uma vida com qualidade. Costumo dizer que a vida toda é muito tempo e não conseguimos prever, mas vai precisar de uma atenção maior, para evitar remissão de sintomas. A doença é recorrente. Os que já tiveram um episódio de depressão no passado correm 50% de risco de repeti-lo.

 

Mande sua pergunta para estarmos respondendo. Muitas duvidas são sua e de outras pessoas. A depressão se não tratada por levar ao suicídio, é preciso tratamento especializado.